Os autorretratos ficcionais de Fernanda Chemale

Conhecia Fernanda das fotos de shows e bandas, publicadas em “Tempo de Rock e Luz”.

Daí, antes da despedida de São Paulo, durante o Fórum Latino-Americano de Fotografia, ela me presenteou com “Desordem”, livro com fotos inspiradas em poemas de Gisela Rodriguez.

Fiquei encantado com os retratos de Wander Wildner, Eduardo Bueno, Rochele Zandavalli, Gica Beatnik, Zé da Terreira e José Carlos Castanha, dentre outros que aparecem no livro, assumindo personagens relacionados à mitologia, à literatura e ao cinema, como o Louco, Ophelia, Prometheu, Alice, o Minotauro.

“Desordem” foi publicado em 2015. Não o conhecia. Me lembrou os editoriais de Annie Leibovitz.

Em texto no livro, o curador Titus Riedl – para quem “Desordem ” é uma metáfora para a busca de sentidos por meio da arte, um “livro de sobrevivência ” – pergunta:

“Seriam as imagens, no fundo, autorreferenciais, autorretratos fictícios?”

Fiquei com isso na cabeça. Imagino que deve ter sido algo bem trabalhoso e divertido tirar essas fotos.

“Comecei a fotografar por amor, Para fazer par com o cineasta, meu namorado que admirava muito”, conta Fernanda.

“O encantamento é tudo. Me sinto como uma cigana abduzindo para o meu retrato”, explica.
Veja galeria com fotos de Desordem, de Fernanda Chemale, aqui

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Cassiano Viana é editor do site About Light

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