Diante do túmulo de Henri Cartier–Bresson

Em uma cena do documentário Visages, Villages,
Diante do túmulo de Henri Cartier–Bresson
No pequeno Cimetière Communal de Montjustin,
em Luberon, sudeste da França,
Agnès Varda lembra:

“Bastante gente veio a esse final de mundo. Mas que olho ele tinha! As pessoas falam do ‘instante decisivo’, de Cartier–Bresson. Mas parece que ele não gostava dessa expressão. Um dia ele disse que não queria que a usassem”.

Desde a Teoria da Gravidade Quântica em Loop é preciso repensar
a noção do tempo e do espaço –
A realidade não é o que parece, diz o físico italiano Carlo Rovelli –,
Logo, é preciso repensar a ideia de que a fotografia congela ou captura o tempo
que não volta.

Em primeiro lugar, não é possível aprisionar o tempo, ainda que ele não exista para a física moderna.

Aprisionar: encarcerar, confinar, deter, atar, engaiolar. Em qualquer sentido ou tempo, um verbo horrível.

E depois – e afinal –,
todos os instantes são decisivos.

 

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Cassiano Viana, “Diante do túmulo de Henri Cartier–Bresson”.

 

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Cassiano Viana (@vianacassiano) é editor do About Light.

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