Poesia: 4, de Armando Freitas Filho

De óculos. Cálculos à luz do dia
lista na ponta do lápis – isto –
que ainda não tem pista, mas pinça
entre um olhar e outro
e não investe em nenhum dos sentidos
– físico, de significação  –
mas existe, mínimo, indefinido
sem início nem fim, ínfimo
longe da linha feliz ou de lágrimas
do verso claro, e que registra apenas
o câmbio macio ou brusco do pensamento
trocando de marcha e de plano.

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Veja fotos do escritório de Armando Freitas Filho aqui.

 

 

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